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A SAÚDE DO SEU CORAÇÃO PODE ESTAR EM RISCO E VOCÊ NEM IMAGINA

Cardiologista explica sobre riscos do infarto e orienta como preveni-lo
por , 19 de fevereiro de 2018

cardiologia site

A principal causa de morte em todo mundo é o infarto agudo do miocárdio, conhecido popularmente como ataque cardíaco. Só no Brasil, estima-se que a cada 40 segundos morre um cidadão vítima de infarto, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

É comum médicos alertarem seus pacientes sobre os fatores de risco e os sintomas que indicam essa séria complicação no sistema cardíaco, mas além disso, existem ainda outros aspectos importantes e que precisam ser esclarecidos para prevenir que os indicadores aumentem ainda mais.

 

FATORES E GRUPOS DE RISCO

Segundo o médico cardiologista da Santa Casa de Curitiba, Dr. Francisco Maia da Silva, todos precisam estar alerta aos fatores de risco, que são subdivididos em dois grupos: os não modificáveis e os modificáveis. Os não modificáveis são aqueles que não têm nenhuma interferência em relação aos hábitos de vida da pessoa, como, por exemplo, a idade, o sexo (masculino) e o histórico familiar, ou seja, se os pais ou parentes próximos tiveram infarto precoce, sendo o pai com menos de 55 anos e a mãe com menos de 65. Já os modificáveis, como o próprio nome diz, podem ser mudados de acordo com o comportamento da pessoa, sendo eles, o tabagismo, sedentarismo, estresse e má-alimentação, que ocasiona obesidade e colesterol elevado.

Ainda de acordo com o cardiologista, há outros fatores mais específicos e que não costumam ser tão divulgados, que é o caso da síndrome metabólica, ou seja, um conjunto de condições que aumentam o risco de complicação cardíaca. “Pacientes com obesidade visceral e que tenham a circunferência abdominal acima de 94 centímetros (no caso dos homens) e 80 centímetros (no caso das mulheres); triglicerídeos acima de 150; HDL abaixo de 40; glicemia acima de 99 e pressão arterial acima de 135 x 80, além de pacientes hipertensos em tratamento, fazem parte deste grupo”, informa o médico. Atuando apenas nesses fatores, já é possível reduzir em até 40% as chances de um infarto.

 

SINTOMAS

Dr. Francisco explica que os sintomas mais comuns de quem está infartando são as fortes dores no peito, que podem ser sentidas também no braço esquerdo e na face lateral esquerda, passando pelo pescoço, suor frio, palidez e ansiedade. “São dores muito intensas que causam a sensação de morte iminente”, afirma o médico.

Alguns especialistas orientam que qualquer dor acima do umbigo já seja considerada um sinal de alerta. Quando o paciente apresentar esses sintomas, deverá procurar atendimento médico imediato.

Por outro lado, idosos e diabéticos podem não apresentar nenhum sintoma – chamada de isquemia miocárdica silenciosa. Segundo estudos, cerca de 56% dos diabéticos infartam sem ter nenhuma dor no peito. O que justifica a importância de realizar acompanhamento médico frequentemente a fim de prevenir o evento.

 

PREVENÇÃO

Para prevenir um infarto, é fundamental adotar hábitos de vida saudáveis, principalmente em relação à alimentação e também à prática de exercícios físicos. Mas também é necessário realizar acompanhamento médico, pertencendo a um grupo de risco ou não.

“O ideal seria realizar uma consulta com o cardiologista pelo menos a cada 6 meses, além de controlar a pressão arterial e a glicemia com frequência. Alguns exames como eletrocardiograma, teste ergométrico e avaliação do colesterol geralmente são solicitados pelo cardiologista para um melhor diagnóstico”, explica o médico.

 

ATENDIMENTO

A Santa Casa tem uma unidade 24 horas exclusiva para atendimento de eventos cardiológicos de urgência e emergência e funciona como referência para usuários do SUS (encaminhados das UPAs e Unidades Básicas de Saúde) e também para pacientes de convênio e particular (procura direta e ambulâncias).

A Unidade de Dor Torácica está localizada na Rua Alferes Poli, 110.

 

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