O perigo da resistência antimicrobiana

Você já ouviu falar em resistência antimicrobiana? Não? Pois saiba que ela é tão perigosa quanto uma pandemia. É quando os vírus, bactérias, fungos e parasitas em geral apresentam resistência a remédios, incluindo os antibióticos. Essa resistência torna mais difícil tratar as doenças mais comuns e evitar que elas fiquem mais graves, se espalhem e matem pessoas.

Uma pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com apoio do governo do Reino Unido, aponta que a resistência bacteriana poderá ser a principal causa de mortes no mundo em 2050, matando 10 milhões de pessoas. Ainda segundo esse estudo, atualmente, bactérias resistentes causam 700 mil mortes por ano no mundo. No Brasil, especialistas dizem que 20 mil morrem por ano.

Sobre os vírus, a pandemia da gripe suína (2009-2010) deu maior destaque à resistência do vírus da gripe a remédios antivirais. Em 2013, na China, um grupo de cientistas identificou pela primeira vez casos de resistência do vírus H7N9, causador da gripe aviária. Isso levou os pesquisadores a pensar que seria necessário um planejamento contra um possível avanço da doença pelo mundo.

Desde 2010, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) mantêm juntas o projeto “Trabalhando juntos para combater a resistência aos antimicrobianos”. Para conter esse problema, as principais ações são: recomendação adequada de remédios, educação comunitária, atenção a resistências e infecções associada à assistência à saúde e cumprimento das leis sobre o uso e descarte de remédios contra micróbios.

Fontes de referência: VivaBem, Summit Saúde, Instituto Oswaldo Cruz, OPAS (1) (2)

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