Ser um doador de órgãos é salvar vidas!

Um grande gesto de amor ao próximo, a doação de órgãos salva milhares de vidas por todo o mundo anualmente. Para ser um doador é preciso que os familiares, até segundo grau de parentesco, estejam conscientes deste desejo. Pois, após o óbito, são eles quem autorizam a doação.

Também é possível declarar-se doador pelo site Aliança Brasileira pela doação de Órgãos e Tecidos (Adote), por meio de um cadastro que gera uma carteirinha de doador.

Quais as estatísticas mais recentes da doação de órgãos no Brasil?

A pandemia do Covid-19 trouxe uma série de instabilidades para diversas áreas. Para o cenário da doação de órgãos não é diferente. Pesquisas apontam que, em 2020, os índices de doação de órgãos caíram 8,4% em relação a 2019. Neste mesmo ano, os órgãos que mais foram transplantados foram rim, fígado, coração, pulmão e pâncreas.

Estima-se que cerca de 95% dos casos de transplante de órgãos, provenientes de doações, são realizados por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Quais órgãos podem ser doados?

Vale lembrar que, para que os órgãos sejam passíveis de doação, é preciso que o óbito se dê por morte encefálica, que é o irreversível e completo falecimento das funções do cérebro.

Dentre os órgãos aceitos para doação estão os listados abaixo.

  • Coração
  • Válvulas cardíacas
  • Fígado
  • Pulmão
  • Ossos
  • Medula óssea
  • Rim
  • Pâncreas
  • Córneas
  • Pele

É possível doar órgãos ainda em vida?

Estando o doador ainda vivo é possível que alguns de seus órgãos sejam doados. Entretanto, há algumas exigências para tal ato, como ser um cidadão juridicamente capaz, a boa condição física e fisiológica do doador, o estado funcional do órgão e o descarte da possibilidade de que eles ofereçam qualquer risco à saúde do receptor. Lembrando que a doação só é feita com autorização e acompanhamento de médicos, que irão orientar o doador em todo o processo.

Os órgãos que podem ser doados em vida são: rim, pâncreas (parcialmente), medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue), fígado (apenas parte dele, em torno de 70%) e pulmão (apenas parte dele, em situações excepcionais).

Posso escolher para quem doar meus órgãos?

Se a doação for realizada em vida, enquadrando-se nas exigências citadas anteriormente, é possível eleger quem será o receptor. Por outro lado, para a doação post morten, os órgãos serão encaminhados aos pacientes que encontram-se na lista de espera da central de transplantes. O critério utilizado é o tempo de espera e as condições de saúde do receptor, sendo priorizados os casos de maior urgência.

O Hospital da Santa Casa, uma unidade da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, é referência em transplantes de órgãos no Paraná, em especial os de coração. Esperamos seguir renovando esperanças e transformando vidas por meio de gestos de amor e solidariedade.

Conscientize sua família do seu desejo de ser doador e salve vidas!

Fontes:

Ministério da Saúde

Biblioteca Virtual em Saúde

G1

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Sobre o autor

Comunicação Santa Casa de Curitiba

Com o objetivo de divulgar e levar mais transparência a pacientes, colaboradores, médicos, operadoras de planos de saúde, órgãos públicos e público em geral, a ISCMC conta com uma equipe de Comunicação e Marketing, que é responsável em zelar pela imagem da instituição, que há mais de 140 anos é respeitada e reconhecida em toda a sociedade.

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