Tratamento para úlceras crônicas

Iniciada em 2012, no Hospital da Santa Casa de Curitiba, avaliação científica com medicamento à base de calêndula está em fase final de análise de dados.

Em julho de 2012, o setor de Dermatologia do Hospital da Santa Casa de Curitiba, com apoio da PUCPR e da empresa Phytoplenus Bioativos S.A., convidou voluntários para receberem, gratuitamente, um tratamento para lesões crônicas de três tipos: úlceras venosas, úlceras diabéticas e úlceras de pressão. Os resultados preliminares da avaliação científica, que está em fase de conclusão e análise de dados estatísticos, são animadores. Todos os voluntários que seguiram as orientações médicas e fizeram o tratamento de forma adequada estão conseguindo cicatrizar suas lesões.

Analisando os resultados do presente estudo, observou-se que os tempos de lesão anteriores ao início do tratamento dos pacientes com úlceras diabéticas, úlceras venosas e úlceras de pressão eram, respectivamente, de 92, 201 e 45 semanas. O tempo de cura das lesões crônicas utilizando o fitocomplexo de calêndula da Phytoplenus foi de, respectivamente, 16, 15 e 10 semanas. Esses dados demonstram uma redução significativa no tempo de cicatrização de lesões cônicas, proporcionando uma condição de saúde dos pacientes sem as fortes restrições e sofrimentos causados por essas lesões, além dos benefícios para o sistema público de saúde e todas instituições que tratam pacientes de ferimentos crônicos. A seguir, evidências das características das lesões crônicas anteriores ao tratamento e a resposta dos pacientes ao fitocomplexo de calêndula da Phytoplenus.

Infecções

Nas análises clínicas realizadas nos pacientes antes do início do tratamento, os testes mostraram que mais de 85% das úlceras venosas e diabéticas apresentavam infecção, forte odor, produção de exsudado, inchaço e vermelhidão no membro. A maior diversidade bacteriana foi encontrada no grupo de pacientes portadores de úlceras diabéticas. No grupo de pacientes com úlcera de pressão, apenas 55% das lesões apresentaram infecção. A despeito desses quadros infecciosos, o tratamento com medicação tópica aplicada à base de bioativos de calêndula associada à antibioticoterapia sistêmica, todos os pacientes tiveram suas lesões curadas.

Avaliação da Intensidade de Dor e Inflamação

No início do tratamento, os pacientes portadores de úlceras venosas reclamavam de dores, coceiras e ardências em uma média de 7,0 pontos numa escala de dor de 1-10. Pacientes portadores de úlceras diabéticas apresentaram, algumas vezes, inchaço e vermelhidão, bem como reclamavam de dor (6,9 pontos) similarmente. Os pacientes com úlceras de pressão não pontuaram para dor devido às condições de lesão medular na maioria deles. Com a evolução do tratamento, todos os pacientes dos grupos de úlceras venosas e de úlceras diabéticas reportaram uma diminuição significativa da dor, do inchaço e vermelhidão na região da lesão decorrentes da medicamentação utilizada.

Aspecto da lesão

As úlceras de pressão estavam menos infectadas, com menos exsudado, entretanto com forte odor e mais fibrina, proteína fibrosa envolvida na coagulação e cicatrização de ferimentos. As lesões de pacientes com úlceras diabéticas estavam, de uma maneira geral, mais necrosadas antes do início do tratamento e foram curadas pela ação do medicamento ao longo do tratamento, sem a necessidade de intervenção mecânica ou cirúrgica.

Tratamento

Outro ponto muito positivo analisado pelos pesquisadores foi o relato da equipe médica e de enfermagem em relação à facilidade do tratamento. Por se tratar de um medicamento de aplicação simples, na forma de spray e não de pomada, gel ou creme (como muitos dos medicamentos utilizados para este fim) ou medicamentos avançados, na forma de grandes curativos, houve uma redução significativa no tempo de troca de curativos, facilitando expressivamente o gerenciamento do tratamento das lesões. Na percepção geral, essa forma de aplicação implicou em alto grau de adesão dos pacientes ao tratamento, seja por sua facilidade de aplicação, seja por apresentarem resultados em curto prazo, quando comparados aos tratamentos anteriores, que apresentavam pequeno ou nenhum resultado.

Cicatrizante

O medicamento cicatrizante spray utilizado no estudo foi preparado em farmácias de manipulação homologadas, segundo protocolo clínico aprovado, utilizando o fitocomplexo de bioativos de Calendula officinalis da indústria Paranaense Phytoplenus, devidamente autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

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