Procedimentos serão realizados a partir de outubro no Ambulatório Dom Eurico, da Santa Casa de Curitiba; cerca de 40 pacientes aguardam atualmente pela cirurgia
Dez mulheres que passaram pelo tratamento contra o câncer de mama e aguardam pela reconstrução mamária terão acesso ao procedimento nos próximos meses em Curitiba. Os implantes de silicone necessários para as cirurgias foram doados pela Lifesil, empresa fabricante sediada na capital paranaense. Os procedimentos de reconstrução na Santa Casa de Curitiba, a partir de outubro e ao longo dos primeiros meses de 2027.
A iniciativa ocorre justamente durante o Outubro Rosa, período dedicado à conscientização sobre o câncer de mama e à importância do diagnóstico e do tratamento da doença. No ambulatório, a fila para a reconstrução mamária reúne atualmente cerca de 40 mulheres.

As dez pacientes beneficiadas já passaram pela avaliação da equipe médica e apresentam indicação para o procedimento. A disponibilidade dos implantes permite que elas avancem para uma etapa que, para muitas mulheres, representa a retomada de aspectos da vida após um longo período marcado por cirurgias, quimioterapia, radioterapia e acompanhamento médico.
“É uma questão de dignidade! O câncer de mama mutila muito… praticamente todas as mulheres. Tira a vida, infelizmente, de algumas. Hoje o tratamento consegue melhorar e curar muitas mulheres. Por isso da importância do Outubro Rosa, da divulgação da prevenção, porque quanto antes a gente faz o diagnóstico, maior a chance de cura. E às mulheres que passam por a retirada da mama, o processo de reconstrução devolve dignidade, devolve autoestima, e ele faz parte do tratamento”, comentou o médico cirurgião plástico, Luiz Augusto Costa. O médico atende as mulheres no Ambulatório Dom Eurico e Santa Casa, em Curitiba.

Quatro anos depois do diagnóstico,
Rosângela espera pela reconstrução
Uma das mulheres que será beneficiada é Rosângela Ribeiro Passos. A história dela com o câncer de mama começou em 2022, de maneira inesperada. A paciente conta que não costumava fazer exames de rotina com frequência. A descoberta aconteceu depois que ela teve uma virose forte e precisou procurar atendimento médico.
“Eu fiquei dois dias de cama e fui obrigada a ir ao hospital. Cheguei lá e alguma coisa, que é Deus, falava para mim todo o tempo: pede para você fazer um check-up”, conta.
Ela pediu os exames e acabou descobrindo um nódulo na mama. Poucos meses depois, passou pela cirurgia e perdeu a mama. Na sequência, enfrentou as demais etapas do tratamento, incluindo quimioterapia e radioterapia.

“Foi muito rápido a minha cirurgia. Acho que demorou quatro meses para a retirada da mama. Eu perdi a mama esquerda e daí já comecei o tratamento”, relata a paciente que continua o tratamento de combate ao cancer e estima que ainda terá alguns anos de tratamento medicamentoso pela frente. Mesmo assim, diz acreditar que está curada. “Eu acredito que eu estou curada. A gente tem que profetizar coisas boas”, afirma.
Até outubro de 2026,
Fila reúne cerca de 40 pacientes
A doação dos dez implantes não encerra a demanda existente no ambulatório. Atualmente, aproximadamente 40 mulheres aguardam pelo procedimento de reconstrução mamária.
A cirurgia depende de avaliação individual e de indicação médica. Entre os fatores considerados estão as condições clínicas da paciente e o momento adequado para a realização do procedimento após o tratamento do câncer.
A reconstrução pode ser feita por diferentes técnicas, definidas pela equipe médica de acordo com as características e necessidades de cada paciente.
Nesse cenário, a doação representa a possibilidade de viabilizar o procedimento para dez mulheres que já estão em acompanhamento e aguardavam pelo implante.
“Por trás de cada implante existe uma mulher e uma história”
A Lifesil, responsável pela doação, fabrica implantes de silicone há mais de 20 anos. A empresa tem sede em Curitiba e produz os dispositivos no Brasil para utilização em cirurgias plásticas, reparadoras e reconstrutivas. Para Tiago Germano, diretor comercial e de marketing da empresa, a iniciativa tem uma dimensão que vai além do fornecimento dos implantes.
“Uma mulher que passa pelo câncer de mama enfrenta mudanças que vão muito além do tratamento da doença. A reconstrução mamária pode representar a possibilidade de voltar a se reconhecer no espelho, recuperar a autoestima e retomar uma parte importante da própria vida”, afirma.

Segundo Germano, a participação da empresa na iniciativa também está relacionada à possibilidade de ampliar o acesso de pacientes do SUS à reconstrução.
“Saber que os nossos implantes podem contribuir com esse momento e ajudar a tornar a reconstrução possível para mulheres atendidas pelo SUS nos emociona. Por trás de cada implante doado existe uma mulher, uma história e tudo o que ela viveu até chegar àquele momento”, diz.
Sobre a Lifesil
A Lifesil é uma empresa brasileira, com sede em Curitiba, que há mais de 20 anos desenvolve e fabrica implantes de silicone. Seus produtos são produzidos no Brasil e utilizados em cirurgias plásticas, reparadoras e reconstrutivas, atendendo cirurgiões e instituições de saúde em diferentes regiões do país.
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Qualidade e segurança fazem parte de todo o processo de fabricação, desde o desenvolvimento até o produto final. Ao mesmo tempo, a Lifesil entende que sua atuação também pode ir além da fábrica. Apoiar iniciativas que ampliem o acesso à reconstrução mamária é uma forma de colocar aquilo que produzimos a serviço de mulheres que estão reconstruindo não apenas o corpo, mas também uma parte de suas vidas.
Sobre a Irmandade Santa Casa de Curitiba
Fundada em 1852, a Irmandade Santa Casa de Curitiba é uma instituição filantrópica centenária e uma das principais referências em assistência à saúde no Paraná. Com atuação pautada na solidariedade, humanização e compromisso social, administra uma rede de hospitais, maternidades, unidades especializadas e serviços de saúde, desempenhando papel estratégico na assistência prestada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Santa Casa de Curitiba tem quase 150 anos, sendo a unidade veterana dessa rede hospitalar da Irmandade e tem, no Ambulatório Dom Eurico, uma unidade de atendimento médico em Curitiba.
Saiba mais
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A Irmandade Santa Casa de Curitiba mantém uma ampla rede de atendimento, formada por unidades hospitalares, ambulatórios e Prontos Atendimentos que integram a assistência em saúde em Curitiba, em diferentes regiões do Paraná e também no atendimento a pacientes encaminhados de outros estados. Essa estrutura permite ampliar o acesso a consultas, exames, procedimentos e atendimentos de urgência e emergência, conectando serviços de diferentes níveis de complexidade e fortalecendo a atuação da instituição na rede pública de saúde. ,
Com unidades estrategicamente distribuídas e equipes especializadas, a Santa Casa consolida uma presença que ultrapassa os limites da capital, contribuindo para o atendimento de pacientes de diversas localidades do Estado e de outras regiões do país.
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Reconhecida pela excelência na administração de serviços de saúde, a Irmandade Santa Casa de Curitiba alia tradição e modernidade para oferecer atendimento humanizado, seguro e de qualidade, contribuindo para o fortalecimento da rede pública de saúde e para a ampliação do acesso da população a serviços hospitalares de referência.