A emocionante jornada que envolve a doação de órgãos e o salvamento de vidas ganhou destaque nas telas de todo o Paraná. Em uma reportagem especial de 8 minutos exibida no programa Bom Dia Paraná, da RPC / TV Globo, os telespectadores puderam acompanhar de perto a complexidade, os desafios de logística e transporte, a precisão das cirurgias e o árduo processo de recuperação e restabelecimento da vida dos pacientes.
A matéria colocou em foco o trabalho de excelência da Santa Casa de Curitiba, seus médicos e, acima de tudo, as histórias humanas de quem renasceu graças à doação de órgãos.
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A urgência contra o tempo e a precisão da cirurgia
O processo de transplante de órgãos é uma verdadeira corrida contra o relógio. Desde o momento em que a doação é autorizada, mobiliza-se uma complexa rede de cuidados integrada à Central de Transplantes do Paraná. Cada segundo conta: a logística de transporte do órgão exige sincronismo impecável para que a equipe médica e o paciente receptor estejam prontos no centro cirúrgico assim que o órgão chega.
A reportagem destacou esse trajeto e os bastidores cirúrgicos que transformam momentos de dor em esperança de vida. Entre as histórias retratadas, destaca-se a de Karoline Cardoso Pereira, paciente que vivenciou uma transformação drástica na vida: no curto intervalo entre o nascimento do seu filho e o diagnóstico de um problema grave de saúde, ela precisou passar rapidamente por um transplante cardíaco. A cirurgia foi conduzida pelo cirurgião cardiovascular Dr. Claudinei Michelotto..


KAROLINE COM O FILHO E DURANTE O TRABALHO DE TATUADORA
Tradição e liderança em alta complexidade no Paraná
Com quase 150 anos de fundação, a Santa Casa de Curitiba alia tradição, modernidade e rigor técnico no atendimento de alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Credenciada para a realização de transplantes em coração, rim, córnea, tecido ósseo e valva cardíaca, a instituição figura como uma das principais referências em procedimentos de alta complexidade no estado e no Brasil.
Os dados comprovam a relevância da instituição:
Transplantes em 2025: A Santa Casa realizou 34 transplantes, sendo 22 renais e 12 cardíacos.
Liderança em Transplantes Cardíacos: Dos 29 transplantes de coração realizados em todo o Paraná em 2025, 41% foram executados pela equipe médica da Santa Casa de Curitiba.
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A conversa em família que salva vidas
Exibida no contexto da campanha do *Setembro Verde* — mês dedicado à conscientização e ao incentivo à doação de órgãos —, a reportagem reforçou a mensagem central transmitida pelas equipes do hospital e pela Coordenadora de Transplantes, Ronilse Koppe: a doação depende do diálogo familiar.
No Brasil, a doação de órgãos de doadores falecidos exige obrigatoriamente a autorização dos familiares após a confirmação do protocolo de morte encefálica. A Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) da Santa Casa desempenha um papel fundamental no acolhimento dessas famílias em momentos de extrema dor.
Enquanto a taxa de recusa familiar no Brasil ainda se aproxima de 50%, o trabalho contínuo de conscientização e acolhimento da Santa Casa refletiu em resultados impressionantes: em 2025, a instituição registrou apenas uma recusa familiar para doação de órgãos.
“Falar sobre doação de órgãos é falar sobre vida. A decisão de uma família, em um momento de extrema dor, pode significar esperança para outras pessoas que aguardam por um transplante. Por isso, o primeiro passo é conversar, esclarecer dúvidas e deixar esse desejo conhecido”, reforçou Ronilse.