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Aos 34 anos, paciente da Santa Casa de Curitiba recebe um novo coração

A transplantada teve uma boa recuperação em poucos dias, o que surpreendeu a equipe médica
por , 25 de fevereiro de 2019

m 2017, Evandreia Rodrigues nem imaginava que, aos 34 anos, após sofrer um infarto, precisaria de um transplante de coração. No entanto, no último dia 7 de fevereiro, ela saiu de Ponta Grossa, cidade onde mora, rumo ao Hospital Santa Casa de Curitiba, na viagem mais importante de sua vida.

Ela conta que começou a ter sintomas como ânsia, amortecimento e pontada no peito, três meses antes do infarto. Mesmo assim, continuou trabalhando como servente escolar normalmente, inclusive na quinta-feira que antecedeu o ataque cardíaco. “Eu acordei na sexta-feira já passando mal e fui direto para o hospital”, relata.

Evadreia começou o tratamento ainda em Ponta Grossa. “Lá eu fiz o tratamento somente com remédios. E foi assim até o ano passado, quando o médico disse que em Ponta Grossa eu não teria mais recursos para o tratamento”. Ela ainda conta que, segundo o médico, somente 28% do seu coração estava funcionando e, mesmo com os medicamentos, não estava reagindo mais, além de estar dilatado.

Foi então que, em 2018, ela veio até Curitiba e realizou a primeira consulta com a Dra. Marcely Gimenes Bonatto, médica cardiologista e chefe do Serviço de Insuficiência Cardíaca e Transplante de Coração da Santa Casa. A médica mudou a medicação na intenção de compensar melhor a doença Evandreia – já que o caso dela era de insuficiência cardíaca grave. Como esse novo tratamento, a paciente manteve-se compensada por mais 1 ano até entrar na fila de transplante.

A médica explica que é mais comum pacientes mais velhos apresentarem cardiopatias e chegarem ao infarto, mas que ocorrem casos em todas as idades. “No caso da Evandreia, o quadro clínico dela prejudicava a qualidade de vida, impedindo-a de exercer tarefas simples como caminhar e trabalhar”, explica.

TRANSPLANTE

Em novembro de 2018, Evandreia entrou na fila do transplante por não responder mais aos medicamentos. Foi um período de angústia, incertezas, mas também de muita esperança. E no dia 6 de fevereiro, às 23h30, ela recebeu a ligação pela qual tanto aguardava nos dois meses em que o seu nome esteve na fila do transplante. “Eu cheguei aqui na Santa Casa por volta das 3h da madrugada e estava fazendo os exames quando o coração chegou no hospital. Foi tão rápido que eu nem cheguei a ter tempo de ter medo. Foi bem tranquilo. Eu estava consciente que aquele seria o meu coração”, enfatiza. O coração veio direto de Guarapuava.

A cirurgia de Evandreia foi um sucesso e sua recuperação ainda mais. Com apenas 72 horas após a cirurgia, ela já estava com condições clínicas tão boas que pode sair da UTI e continuar o acompanhamento médico no quarto. Para Dra. Marcely, isso se deve ao fato de Evandreia ser ainda jovem e o procedimento ter sido realizado com muita precisão. Agora, ela permanece no quarto, mas já está caminhando sem necessidade de oxigênio, drenos, sondas e acesso venoso central.

“ELA SALVOU NÃO SÓ A MINHA, MAS A VIDA DE MUITOS” 

O doador do coração também era jovem e não doou apenas o coração, mas outros órgãos. Evandreia relembra que ia dormir sem saber se teria outra chance. Hoje já é outra realidade. “Esta pessoa salvou não só a minha, mas a vida de outras pessoas. Eu só tenho a agradecer a ela, a Deus, aos meus familiares e a todos da Santa Casa”, destaca. Antes do infarto, ela fumava e tinha uma vida de estresse e colesterol alto. “Eu ganhei uma nova vida e quero tê-la mais ativa. Vou voltar a fazer minhas caminhadas”, assegura.

Evandreia ainda fala sobre a importância da doação e da conscientização dos familiares quanto à doação de órgãos. “Tem um monte de paciente esperando. As pessoas precisam se conscientizar e, principalmente, não ter medo”, ressalta. “E para quem recebe é uma alegria muito grande. É como ganhar na loteria, só que o meu prêmio chegou em meses”, conclui.

Vale destacar que é necessária autorização da família para que seja feita a doação. Por isso é tão importante conversar com os pais, irmãos, filhos e cônjuges sobre a intenção de ser um doador. Nos hospitais, há sempre uma equipe qualificada para esclarecer dúvidas acerca da doação e como esses órgãos e tecidos podem salvar outras vidas.

Confira a matéria que a RPC realizou com a paciente contando sua história:

 

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