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Santa Casa tem programação especial em homenagem ao Dia do Médico

por , 20 de outubro de 2020

Para comemorar o Dia do Médico, celebrado no dia 18 de outubro, a Irmandade da Santa de Misericórdia de Curitiba teve uma programação especial na manhã desta segunda-feira, dia 19.

A homenagem foi composta por coffee break, apresentação da Banda Sinfônica da Polícia Militar do Paraná e benção do Provedor da Irmandade, Dom Carmo João Rhoden.

A TV Evangelizar fez a transmissão ao vivo do evento, ajudando a disseminar nossa vocação cristã e nosso reconhecimento ao trabalho dos profissionais da medicina.

“É muito importante que a comunidade se volte aos médicos no sentido de gratidão e de louvor por todo o bem que eles fazem, por todas as vidas que eles salvam”, afirmou Dom João Bosco, presidente da Pró-Saúde.

Para o coordenador-chefe da UTI do Hospital Santa Casa, Danilo Pompermayer, a homenagem ajudou a levar ânimo aos médicos, principalmente frente ao cenário de pandemia que estamos enfrentando.

 “É reconfortante saber que não está sendo em vão e que nós somos importantes. Dá um conforto, um ânimo, para continuar, mesmo quando está tudo difícil”.

A homenagem ao Dia do Médico contou também com o discurso do diretor clínico da Santa Casa, Dr. Laerte Oliveira, que trabalha no Hospital há mais de 60 anos. A fala dele, na íntegra, segue abaixo.

Discurso
No Brasil, 18 de outubro é comemorado o Dia do Médico, nosso dia, que merece todo o nosso respeito e reconhecimento pelo trabalho árduo e dedicação à vida dos pacientes.

A data foi escolhida em homenagem a São Lucas, nosso padroeiro. Embora tenham o dia a dia sempre agitado, esse ano os médicos tiveram de enfrentar algo novo e redobrar esforços para trabalhar no combate à Covid-19.

A imagem do médico idealizada como um benfeitor da humanidade, dotado de características de filantropia e de renúncia, comparada ao sacerdócio, deixando seus próprios interesses em prol dos pacientes, sem se preocupar com o próprio bem, tem sofrido um rude golpe à medida em que ocorrem mudanças sociais, em que as profissões são mais exigidas e as condições de trabalho mostram-se cada vez piores.

Ser médico nesse período, na virada do milênio, tornou-se mais difícil, pois, se de um lado houve um aumento das exigências técnicas, maior quantidade de conhecimentos, um perfeccionismo tecnológico, um raciocínio lógico e ágil capaz de subsidiar decisões e condutas, também houve aumento das exigências sociais, sendo esperada uma relação gentil e cordial, propiciando um clima de segurança e confiança, além de terapêuticas mais eficazes.

O exercício da medicina é conhecimento inspirado no amor e no respeito ao doente.

A medicina é provação, renúncia, serenidade, bondade, tolerância, compreensão, respeito à vida humana física e espiritual, competência e honestidade. Exige do médico sensibilidade moral e social.

A função primordial do médico é prolongar a vida, restaurar a saúde e promover a qualidade de vida. A medicina é uma profissão que dignifica o ser humano. Ela exige um relacionamento delicado e consciente com outros seres humanos e não deve ser considerada apenas um trabalho para o médico que a pratica. A medicina é uma profissão a serviço da saúde, do ser humano e da coletividade e deve ser exercida sem discriminação de qualquer natureza.

O médico precisa assumir as condições de psicólogo, sacerdote, conselheiro e, sobretudo, amigo. Precisa transmitir segurança ao paciente, sem nenhuma atitude arrogante. O médico com o conhecimento de suas limitações e capacidades de superá-las sempre será um bom médico.

O preparo para ser um bom médico é árduo, somado à formação médica desgastante, e o lidar com o bem mais sublime, a vida, pois o médico foi preparado para combater a morte e proporcionar melhores condições de vida aos pacientes.

O jornalista Alexandre Garcia escreveu que ser médico “é uma vocação para super-homem”. Mais do que todas as profissões, a do médico é a mais humanitária, a mais altruísta, a mais sacrificada. Por isso é a mais nobre. Ela combate a dor, a doença e a morte; traz a cura, o conforto, a esperança e a vida. Tudo isso sem ser um deus, mas é quase, e é isso que a população espera desse super-homem.

Espera que ele esteja à altura da expectativa ética da comunidade – de agir não como um profissional comum, humano, mortal, com defeitos e erros, mas como um semideus.

Mesmo assim, no exercício da ciência e da arte da medicina, não bastam a técnica e o conhecimento. O desprendimento, a sabedoria e a percepção fazem do médico um mortal incomum. Por isso, antes de tudo, é preciso ter nascido para ser médico. Quem tiver vocação para super-homem, vira médico.

É imperativo que os médicos não se afastem do objetivo principal de sua maravilhosa profissão apesar das dificuldades diariamente enfrentadas, como por exemplo, condições de trabalho inadequadas, rendimentos incompatíveis, dificuldades de atualização, mas consigam enxergar em cada paciente um ser humano digno, merecedor de respeito.

A profissão médica é técnica e é arte. A técnica é material e arte é espiritual. A quem se destina ser médico? A universidade oferece um período de estudos que se divide basicamente na escola e no hospital. O médico se obriga a desempenhar um papel relevante porque ele auxilia a viver combatendo a morte e oferecendo melhores condições de vida.

Finalizando, não podemos esquecer de fazer uma menção ao juramento hipocrático no momento em que o médico recebe o seu diploma. Um aspecto sui generis deve ser ressaltado: “enquanto outros profissionais prometem, do médico é exigido que jure”. O juramento assegura a lealdade do médico.

Parabéns aos senhores médicos e médicas e demais profissionais da saúde do nosso hospital pelo dia consagrado a São Lucas, padroeiro dos médicos. E parabéns também ao corpo docente da PUC-PR.

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