Página Principal/Notícias/Alergia medicamentosa – causas, sintomas e prevenção!

Alergia medicamentosa – causas, sintomas e prevenção!

Não são raros os casos de pessoas alérgicas a determinados tipos de medicamentos. A farmacêutica e coordenadora de farmácia do Hospital Santa Casa de Curitiba, Graziela Guidolin Kluppel Ferreira, explica como identificar uma alergia medicamentosa e preveni-la.
por , 19 de janeiro de 2018

 Os sintomas de alergia são muito comuns, bastante aparentes e surpreendem milhares de pessoas todos os dias. Conforme dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), cerca de 12% da população sofre de alergia a algum tipo de medicamento, sendo que 40% dos casos estão relacionados a medicamentos bastante utilizados – inclusive sem prescrição médica – os analgésicos e a anti-inflamatórios. “Por isso é tão importante ficar atento aos medicamentos utilizados, principalmente no primeiro uso. É preciso observar as reações e efeitos colaterais. E quando o paciente já sabe a qual medicamento é alérgico, para a sua própria segurança, é imprescindível informar aos profissionais de saúde, seja na farmácia, e principalmente ao necessitar de atendimento em hospitais, clínicas ou unidades de saúde – lembrando que os medicamentos injetáveis apresentam ação mais rápida e maior dificuldade para reversão”, alerta a farmacêutica e coordenadora de farmácia do Hospital Santa Casa de Curitiba, Graziela Guidolin Kluppel Ferreira.

Ela explica ainda que a alergia medicamentosa pode surgir logo após tomar o medicamento, dias ou semanas depois, e isso dificulta o diagnóstico.

Causas

A reação alérgica aos medicamentos é causada devido a uma atividade exagerada do sistema imunológico contra determinado remédio, que é reconhecido como um invasor pelo organismo. “Na primeira vez que isso ocorre, um anticorpo específico é acionado, a partir da segunda exposição haverá uma manifestação clínica, isto é, com sintomas que podem ir de uma reação alérgica na pele, até consequências mais graves como a anafilaxia”, explica.

Sintomas

Entre os principais sintomas das reações alérgicas estão as manifestações na pele, como coceira, urticária, angiodema, erupção na pele, formigamento e pele avermelhada, irritação nos olhos, inchaço da boca e língua e até mesmo o fechamento da glote, – espécie de válvula por onde passa o ar antes de entrar na traqueia.

Em alguns casos, o paciente pode sentir desconforto respiratório, falta de ar, diarreia, vômito, cólicas intestinais.

Tipos

As reações adversas a medicamentos são classificadas como previsíveis e imprevisíveis. “ Por isso, ao surgimento de qualquer sintoma adverso, o paciente deve procurar o médico imediatamente, pois uma reação alérgica não tratada pode trazer ainda mais complicações”, alerta.

As reações previsíveis podem acontecer por quatro razões: toxicidade, efeito secundário ou indireto, efeito colateral e até mesmo interação das drogas. “Essa última é muito comum no caso das automedicações”, explica Graziela.

Já as reações imprevisíveis estão mais relacionadas a alergia ao medicamento, seja por intolerância medicamentosa, reação incomum ou reação de hipersensibilidade ou alergia.

Pacientes de risco

Os pacientes que estão mais expostos são aqueles que já apresentam alergia a algum tipo de medicamento, ou até mesmo outras alergias, como a asma, rinite alérgica e dermatite atópica, entre outras doenças alérgicas. “Os pacientes que são alérgicos a um tipo de medicamento ficam mais suscetíveis a apresentar alergia a outros tipos de medicamento. Estes pacientes têm o risco de apresentar reações mais graves”, ressalta.

Assim, mais uma vez é essencial que o profissional de saúde tenha o máximo de informações sobre o paciente. “O profissional de saúde pode auxiliar e evitar a administração de um medicamento que possa provocar uma reação grave ao paciente e piora no seu estado geral”, alerta Graziela.

Pacientes com intolerância a alguns tipos de alimentos também devem informar o profissional de saúde. “Isso acontece porque o medicamento também é composto pelos seus excipientes (substâncias inertes utilizadas como veículo para o medicamento), conservantes e alguns deles podem provocar uma reação alérgica. Ou seja, esse paciente pode ter uma reação ao ser exposto ao medicamento, no entanto, a intolerância é de outro componente”, explica a farmacêutica.

É importante destacar também que as manifestações podem atingir além da pele, rins, pulmões, fígado, além da corrente sanguínea e das manifestações sistêmicas. Quando as reações anafiláticas são consideradas situações de emergência que se agravam muito rapidamente. “Nesse caso é preciso buscar ajuda médica imediata para evitar maiores complicações que podem colocar o paciente em risco”, frisa.

As reações anafiláticas podem apresentar sintomas como pulso baixo, convulsões, incontinência urinária, perda de consciência, súbito ataque cerebral  e “choque anafilático”, que pode ser fatal se não tratado rapidamente.

Prevenção

Os principais cuidados com a medicação estão relacionados ao uso correto e orientado pelo médico e pelo farmacêutico. “É muito comum o paciente não saber informar a que medicamento é alérgico, seja na farmácia e principalmente quando chega ao hospital. Muitas vezes o paciente nunca foi hospitalizado e acaba por descobrir a alergia somente no momento do uso do medicamento. Além disso, em algumas ocasiões, quando o paciente estiver impossibilitado, é importante que a família informe o profissional que estiver realizando o atendimento ou o hospital – no caso das internações sobre o uso dos medicamentos contínuos do paciente faz e a que medicamentos não pode ser exposto”, destaca.

É importante ressaltar que a partir do momento que a pessoa desenvolve alergia a um medicamento, permanece alérgico por toda a sua vida e este medicamento precisa ser sempre evitado. “É importante reforçar que a automedicação também é um grande risco, principalmente porque a maioria das recorrências são com medicamentos comuns comercializados sem prescrição médica”, alerta.

Vale lembrar, que os tratamentos para as alergias medicamentosas devem ser feitos com orientação médica.

Compartilhe

Deixe um comentário

XHTML: Você pode utilizar as seguintes tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>